Por que o cliente diz não mesmo gostando do produto
Por jildaziosodreoficial@gmail.com
Todo vendedor já viveu esta cena: a apresentação foi boa, o cliente elogiou, fez as
perguntas certas, demonstrou interesse — e no fim disse que ia pensar. A leitura mais comum
é que faltou desconto. Quase nunca é isso.
Risco vem antes de preço
O cérebro avalia perda antes de avaliar ganho. Quando o cliente não compra, na maioria das
vezes ele não está calculando quanto vai gastar: está tentando não errar. Preço é o argumento
que ele usa para justificar, de forma racional, uma reação que já aconteceu antes — e que é
emocional.
Enquanto o vendedor discute valor, o cliente está resolvendo medo. São duas
conversas diferentes acontecendo na mesma mesa.
O que muda na prática
- Pergunte o que ele já tentou antes e não deu certo — o não costuma vir de uma experiência
anterior, não da sua proposta. - Nomeie o risco em voz alta, antes de o cliente nomear. Isso desarma a defesa em vez de
alimentá-la. - Reduza o tamanho da primeira decisão, em vez de reduzir o preço.
- Feche quando o sinal aparecer, não quando o seu roteiro terminar.
Um exercício para a sua equipe
Peça a cada vendedor que escreva os cinco últimos “não” que recebeu e, ao lado de cada um,
qual risco o cliente estava tentando evitar. Em uma reunião de trinta minutos, o time costuma
descobrir que quatro dos cinco não tinham relação nenhuma com dinheiro.
Quando a equipe entende isso, para de brigar por desconto e passa a trabalhar segurança. E
segurança, diferente de margem, não custa nada para a empresa.
Solicite disponibilidade e orçamento
Conte a meta do evento, o perfil da equipe e a data pretendida. A resposta sai com proposta, formato sugerido e o que a sua equipe leva para a segunda-feira seguinte.